Ena, Daro e Luma
São três habitantes fictícios de Sarımğara, o acampamento inspirado em Çakmaktepe por volta de 9600 a.C. Partilham a vida com os restantes protagonistas e com outras pessoas do clã. Os seus nomes, parentescos e cenas pertencem ao livro e ao jogo; não são biografias conhecidas pela arqueologia.
Ena
Ena tem 29 anos. É filha de Tala, companheira de Daro e mãe de Luma. Está a fazer um colar para a menina com algumas pedras que Daro trouxe. Lorn ajuda a preparar as contas; Ena compõe-as e enfia-as. Tem as suas preferências, mas ouve Luma quando ela quer colocar uma conta diferente.
Custa-lhe partilhar algumas tarefas porque quer terminá-las bem. Quando a filha adoece, aceita ajuda para estar com ela sem deixar todo o trabalho pendente. A sua vida também inclui humor, conversas e atividades que não giram em torno da doença.
Daro
Daro tem 32 anos. É o irmão mais novo de Kael, companheiro de Ena e pai de Luma. Durante os seus percursos conhece outras pessoas. Numa saída, ajuda um grupo com uma carga e recebe algumas pedras. Mais tarde, promete voltar com ajuda antes de consultar quem o poderá acompanhar.
Ao regressar, precisa de explicar o que disse e chegar a acordo com os outros. Não é comerciante profissional nem inventa as trocas. Pode contar quem lhe entregou uma pedra; nem sempre sabe onde foi encontrada. Quando Luma está doente, fica e procura alguém que possa levar um aviso.
Luma
Luma tem sete anos. É filha de Ena e Daro, neta de Tala e sobrinha de Kael. Brinca com outras crianças, cansa-se, protesta e pergunta sobre o que vê. Quer escolher uma conta do seu colar porque gosta da forma, sem precisar de uma explicação adulta.
Um episódio de doença interrompe as suas brincadeiras, mas recupera gradualmente. O relato não prescreve um tratamento nem atribui a melhoria ao colar ou a uma cerimónia. Luma não é a pessoa sepultada em Ba’ja e a sua história não reconstrói aquela vida.
Uma história junto ao fogo
Depois do jantar, algumas pessoas ficam junto de Oru. Primeiro conta o que aconteceu ao seu avô com uma raposa e um javali; depois, uma queda sua ao mover uma pele. As crianças interrompem e os adultos também perguntam e brincam. Oru distingue o que viveu do que lhe contaram. Essa conversa é ficção contextualizada, não uma tradição oral recuperada do sítio arqueológico.
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O colar e o contexto histórico
O colar de Luma é modesto, com pequenas contas de pedra. Não copia a composição de mais de 2.500 contas encontrada em Ba’ja, na Jordânia, de uma época posterior. As provas do sítio arqueológico permitem falar de contas de pedra; não identificam as pessoas que protagonizam a nossa história.
Şahin e Miyake 2025 · Çakmaktepe · Alarashi e colaboradores 2023 · colar de Ba’ja
Os retratos são recriações de personagens fictícias geradas com IA. Registo das suas imagens.