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09 · Pessoa histórica · Diplomacia persa

Eshmunazar

Um rei de Sídon em pedra vinda do Egito

O sarcófago do rei de Sídon combina pedra de proveniência egípcia e uma longa inscrição fenícia.

Documentação do museu · leitura pública e gratuita, sem registo.

Imagem 1 de 2 · Principal
Eshmunazar II · RETRATO RECRIADO COM IA · APARÊNCIA HIPOTÉTICA

Reconstrução · Hipótese visual declarada

Retrato recriado com IA de Eshmunazar II. O vestuário apoia-se no contexto histórico da ficha; o rosto, a idade representada, a coloração e os pormenores não preservados são interpretativos. Não é uma fotografia autêntica nem uma reconstrução facial científica.

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Retrato recriado com IA de Eshmunazar II, cabeça e ombros sobre fundo preto; aparência hipotética.
Eshmunazar II · RETRATO RECRIADO COM IA · APARÊNCIA HIPOTÉTICA

Reconstrução · Hipótese visual declarada

Retrato recriado com IA de Eshmunazar II. O vestuário apoia-se no contexto histórico da ficha; o rosto, a idade representada, a coloração e os pormenores não preservados são interpretativos. Não é uma fotografia autêntica nem uma reconstrução facial científica.

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História e contexto

O sarcófago antropoide de Eshmunazar II foi lavrado numa rocha escura de proveniência egípcia, mas a sua extensa inscrição fala em fenício. O rei dos sidónios recorda a mãe Amoashtart, enumera santuários e protege o seu túmulo com uma maldição.

Menciona também territórios concedidos pelo «senhor dos reis», sinal de que a autonomia local convivia com o poder aqueménida. A peça não é uma mistura decorativa casual: condensa alianças, religião urbana e legitimidade dinástica.

A inscrição integra Amoashtart na legitimidade do rei e enumera obras de culto, de modo que o túmulo conserva também um programa urbano. A memória funerária fala da cidade que o defunto queria deixar ordenada.

A menção ao «senhor dos reis» e aos territórios concedidos situa Sídon dentro do império aqueménida sem apagar a voz local. Forma egípcia, língua fenícia e enquadramento persa coincidem num objeto que não cabe numa única etiqueta cultural.

O que sabemos e o que interpretamos

Facto documentado: o Louvre data o sarcófago de c. 525–475 a.C., identifica o rei e a sua inscrição fenícia e assinala a forma e a pedra egípcias. Interpretação e cautela: o texto apresenta-o como tendo morrido jovem, mas não permite fixar com segurança uma idade exata nem reconstruir toda a sua biografia. Ampliação documentada: O Louvre conserva o sarcófago antropoide de Eshmunazar II, a sua extensa inscrição fenícia, a identificação régia e a proveniência egípcia da forma e da pedra. Interpretação e cautela ampliadas: O texto é autorrepresentação dinástica: não permite fixar uma idade exata de morte, medir a autonomia de Sídon nem reconstruir toda a administração aqueménida.

Retrato recriado com IA de Eshmunazar II. O vestuário apoia-se no contexto histórico da ficha; o rosto, a idade representada, a coloração e os pormenores não preservados são interpretativos. Não é uma fotografia autêntica nem uma reconstrução facial científica.

Dados de catálogo

Data narrativa
c. 525–475 a.C.
Local
Sídon, atual Líbano; pedra proveniente do Egito
Material
Anfibolito/basalto escuro · inscrição fenícia
Contexto
Realeza sidónia dentro do Império Aqueménida
Leitura curatorial
O facto documentado e a sua interpretação aparecem separados no bloco de evidência.
Evidência
Contexto arqueológico, materialidade e cronologia.
Cautela
Não transformar a difusão estilística ou o contacto em domínio político.
Cobertura documental
3 fontes de museu, património, corpus primário ou investigação para esta paragem.

Um olhar mais próximo

Leitura de cerca de 1 min · Seções: 1. Leitura aprofundada e fontes · acesso gratuito. Revisão editorial registada: .

A inscrição mudou de lugar durante a sua execução

O sarcófago conserva uma decisão de trabalho que normalmente desaparece do objeto acabado. Segundo o Louvre, tentou-se inicialmente situar a inscrição na zona da caixa sob a cabeça; o espaço revelou-se insuficiente e essa localização foi abandonada. A versão longa foi gravada na tampa. O retrato inclui barba postiça e um largo colar rematado por cabeças de falcão. Assim, o texto não foi acrescentado a uma superfície neutra: houve que o acomodar a um corpo pétreo com uma organização visual prévia, ajustando a memória escrita às dimensões disponíveis.

Imagens de referência e proveniência

Não se conserva uma fotografia de entrada verificável para esta representação. Podes consultar a sua documentação, mas não apresentaríamos o seu rosto como uma reconstrução exata.

Documentação visual adicional

Uma publicação citada não demonstra que imagem foi utilizada para criar a personagem.

Localização e território

Mapa físico real do mundo com rotas da evolução humanaCosta mundial contemporânea proveniente de Natural Earth, em projeção equiretangular. As pegadas sobrepostas permitem navegar por cada marco.Base cartográfica: Natural Earth 1:110m · domínio público · costa contemporânea de referência

SÍTIO ARQUEOLÓGICO LOCALIZADO

Sídon · LíbanoMarcador da cidade histórica.

Onde se conserva

Musée du Louvre

Peça ou conjunto da ficha · Coleção documentada

Sarcófago de Eshmunazar II · AO 4806.

A instituição que conserva a peça está documentada; a exposição ao público pode mudar. Consulta a sua ficha oficial antes de uma visita.

Fontes e referências

Aprofunda esta informação e consulta as suas fontes

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