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SUSIANA · IV MILÉNIO A. C. · CONTABILIDADE

Bula contabilística de Susa

Uma conta guardada dentro de uma bola

Um invólucro de argila guardava pequenas fichas usadas para fazer contas.

Documentação do museu · leitura pública e gratuita, sem registo.

FOTOGRAFIA DO ORIGINAL · Musée du Louvre · CC BY 2.5

Original documental · correspondência exata

Fotografia documental do original ou do sítio arqueológico exato.

Marie-Lan Nguyen / Wikimedia Commons · Musée du Louvre · Inventário: SB 1932 · CC BY 2.5

Bula de argila de Susa e as suas fichas contabilísticas expostas separadamente, Louvre SB 1932; fotografia do original.
FOTOGRAFIA DO ORIGINAL · Musée du Louvre · CC BY 2.5

Original documental · correspondência exata

Fotografia documental do original ou do sítio arqueológico exato.

Marie-Lan Nguyen / Wikimedia Commons · Musée du Louvre · Inventário: SB 1932 · CC BY 2.5

História e contexto

Esta pequena esfera de Susa encerrava fichas contabilísticas, também chamadas calculi. O invólucro e as impressões de selos permitiam conservar e autenticar um registo material. Para voltar a contar as fichas do interior era necessário abri-la: a fotografia mostra o invólucro e as fichas expostos separadamente. A peça representada é SB 1932 do Louvre, com 5,1 centímetros de diâmetro. Data-se entre 3500 e 2900 a. C., um enquadramento amplo em torno da época de 3300 a. C. Susa situava-se no atual Irão: a sua inclusão permite comparar a administração susiana com a mesopotâmica, sem a transformar numa cidade suméria.

E se fosse possível consultar uma conta sem partir o seu invólucro? Outra bula do Louvre, SB 1940, conserva três marcas circulares e três alongadas correspondentes a três discos e três bastonetes interiores. Não atribuímos esse conteúdo exato a SB 1932. Denise Schmandt-Besserat propôs que a passagem de fichas manipuláveis para impressões e sinais ajudou a preparar a escrita. É uma explicação influente, não uma sequência inevitável: fichas, selos e textos continuaram a coexistir. Aqui não podemos traduzir cada ficha como uma ovelha ou uma quantidade fixa de cereal, nem chamar escrita plena a toda a marca.

O que sabemos e o que interpretamos

O Louvre documenta o material, o diâmetro, a proveniência, a cronologia e as impressões de SB 1932; não enumera as suas fichas e deixa interrogações sobre algumas marcas. SB 1940 é citada expressamente como comparação distinta. As relações entre contabilidade material e escrita continuam a ser objeto de investigação.

Dados de catálogo

Data
3500–2900 a. C. · período protourbano; cerca de 3300 a. C. como orientação, não data exata
Local
Susa · Susiana, atual Irão
Inventário e imagem
Louvre SB 1932 · a fotografia corresponde a este exemplar
Material e dimensões
Argila · diâmetro 5,1 cm
Achado
Escavações de Susa · 1933–1939 segundo o catálogo
O que guarda
Fichas contabilísticas e impressões de vários selos cilíndricos; não conhecemos aqui o conteúdo concreto da transação.
Peça comparativa
Louvre SB 1940 · três discos, três bastonetes e as suas marcas exteriores; não é a peça fotografada.
Investigação
Schmandt-Besserat: origem contabilística da escrita como explicação; estudos posteriores documentam continuidades e trajetórias diversas.

UM TEMA COMUM, MOMENTOS DIFERENTES

Peças ligadas através do tempo

Segue um tema entre as coleções. Uma etiqueta comum permite comparar peças; não prova que uma cultura tenha influenciado outra.

A ordem utiliza o ponto médio de cada intervalo de datas aproximado; os intervalos podem sobrepor-se. O espaçamento não representa o tempo decorrido. Desliza, desloca-te ou utiliza as setas. Com a sequência focada, utiliza ← / →, Home ou End.

Argila32 piezas fechadas

8 / 32No centro: Bula contabilística de Susa

Também ligadas, sem uma data comparável (8)

Estas peças não são colocadas depois das outras: uma data desconhecida não significa que sejam mais recentes.

Um olhar mais próximo

Leitura de cerca de 1 min · Seções: 1. Leitura aprofundada e fontes · acesso gratuito. Revisão editorial registada: .

O invólucro conserva imagens além de quantidades

O Louvre descreve em SB 1932 várias impressões cilíndricas com cenas distintas. Uma apresenta um ser de corpo felino e cabeça de ave de rapina; outra mostra duas personagens nuas que seguram objetos curvos de identificação incerta. Sobre o monstro aparecem seis traços verticais cuja possível função numérica permanece em aberto no catálogo. A superfície da bula combina assim narração visual, autenticação e marcas que exigem análise separada. Examinar cada impressão evita reduzir toda a esfera a um simples invólucro de fichas.

Localização e território

Mapa físico real do mundo com rotas da evolução humanaCosta mundial contemporânea proveniente de Natural Earth, em projeção equiretangular. As pegadas sobrepostas permitem navegar por cada marco.Base cartográfica: Natural Earth 1:110m · domínio público · costa contemporânea de referência

LOCALIZAÇÃO APROXIMADA

Susa · IrãoSítio de proveniência do invólucro contabilístico; não é o ponto exato da descoberta.

Onde se conserva

Musée du Louvre · Departamento de Antiguidades Orientais

Peça ou conjunto da ficha · Em exposição

Paris · SB 1932; sala 232, vitrina 5, segundo o catálogo consultado em setembro de 2026. A localização pode mudar.

A instituição que conserva a peça está documentada; a exposição ao público pode mudar. Consulta a sua ficha oficial antes de uma visita.

Fontes e referências

Consultar a documentação desta peça

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