11 · LEGADO · FIM DA IDADE DO BRONZE
Depois dos palácios
Quando uma escrita foi esquecida
Com o desaparecimento dos palácios micénicos, deixou de haver registo do uso da escrita linear B.
Documentação do museu · leitura pública e gratuita, sem registo.
Reconstrução gerada · Hipótese visual declarada
Reconstituição visual declarada para contextualização museográfica; não é uma fotografia do original nem prova documental.
História e contexto
Entre o final do século XIII e o século XII a. C., os sistemas palacianos micénicos desarticularam-se e deixou de haver registo do uso do linear B. A tradição oral pode ter conservado e transformado ecos desse mundo antes dos poemas escritos posteriores.
Não há uma causa única satisfatória para todos os locais. Guerra, mobilidade, clima e tensões internas são discutidos em combinações distintas, pelo que a sala não apresenta uma catástrofe uniforme.
As destruições afetaram Pilos, Micenas, Tirinto e outros centros numa sequência de acontecimentos, não numa única noite. O desaparecimento dos gabinetes administrativos reduziu o contexto que sustentava o linear B.
As comunidades continuaram, modificaram os povoamentos e conservaram memórias. Clima, conflito, mobilidade e tensões internas são fatores investigados em combinações locais.
O que sabemos e o que interpretamos
Facto documentado: A partir de cerca de 1200 a. C., sucederam-se destruições e reorganizações nos centros micénicos; desapareceram a administração palaciana e os seus arquivos em linear B, embora a ocupação tenha continuado em várias regiões. Interpretação e cautela: Não é demonstrável uma relação direta entre cada relato de Homero e um acontecimento específico da Idade do Bronze. Aprofundamento documentado: Micenas sofreu destruições a partir de cerca de 1200 a. C.; o sistema palaciano e os seus arquivos em linear B cessaram, enquanto a ocupação regional se reorganizou. Interpretação e cautela alargadas: «Povos do Mar», dórios ou um sismo não explicam, por si sós, todos os sítios, e Homero não é uma testemunha contemporânea.
Dados de catálogo
- Data narrativa
- c. 1200–1100 a. C.
- Local
- Grécia continental, Creta e ilhas do Egeu
- Material
- Ruínas palacianas, cerâmica e tabuinhas
- Contexto
- Transformação pós-palaciana
- Leitura curatorial
- O facto documentado e a sua interpretação aparecem separados no bloco de evidência.
- Transformação
- Fim dos arquivos palacianos em linear B
- Ritmo
- Destruições e reorganizações desiguais entre regiões
- Cobertura documental
- 3 fontes de museu, património, corpus primário ou investigação para esta paragem.
Um olhar mais próximo
Leitura de cerca de 1 min · Seções: 1. Leitura aprofundada e fontes · acesso gratuito. Revisão editorial registada: .
Pôr à prova o suposto sismo
O projeto HERACLES examinou os danos atribuídos a sismos em Tirinto e Midea através da geologia local e de simulações. Um problema era a distribuição da destruição: a cidade baixa de Tirinto, assente em sedimentos menos compactos, deveria ter sofrido especialmente, mas não apresentava os danos esperados. Outra análise estudou milhares de simulações de terracotas supostamente caídas de um banco; a sua dispersão ajustava-se mal a essa explicação. Os resultados publicados em 2018 questionaram a hipótese sísmica para estes locais. Não identificaram uma causa universal alternativa: mostraram que um edifício desmoronado não equivale automaticamente a um sismo.
Fontes e referências
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