05 · FOGGARAS · ≈400 A. C.–700 D. C.
Linha de poços
Poços e túneis para levar água ao oásis
Uma fila de poços permitia escavar e manter o túnel que levava água ao oásis.
Documentação do museu · leitura pública e gratuita, sem registo.
Reconstrução gerada · Hipótese visual declarada
Reconstituição visual declarada, criada para contextualização museográfica; não é uma fotografia do original nem constitui evidência documental.
História e contexto
Galerias subterrâneas captavam água fóssil e conduziam-na por gravidade para os oásis. Poços alinhados permitiam escavar, retirar sedimentos e manter a obra.
Uma síntese recente regista mais de 2.000 km de redes no Fezã e cerca de 100 km² de campos relictos. A origem tecnológica e as primeiras datas continuam em discussão.
Os poços alinhados tornavam possível escavar, ventilar e limpar galerias de declive mínimo. A água circulava por gravidade e a manutenção continuou enquanto o sistema funcionou.
A síntese regional calcula mais de dois mil quilómetros de redes. Essa dimensão agregada não prova um único projeto estatal nem um só regime laboral.
O que sabemos e o que interpretamos
Traçado, inventários, campos e cronologia de utilização estão publicados. Inventor, regime laboral e controlo político não são conhecidos de forma uniforme.
Dados de catálogo
- Data narrativa
- ≈400 a. C.–700 d. C.
- Local
- Wadi al-Ajal e Fezã
- Material
- Galerias, poços e aquífero fóssil
- Contexto
- Infraestrutura hidráulica
- Leitura curatorial
- O facto documentado e a sua interpretação aparecem separados no bloco de evidência.
- Rede inventariada
- Mais de 2.000 km de foggaras
- Princípio
- Captação subterrânea e condução por gravidade
- Cobertura documental
- 2 fontes de museu, património, corpus primário ou investigação para esta paragem.
Um olhar mais próximo
Leitura de cerca de 1 min · Seções: 1. Leitura aprofundada e fontes · acesso gratuito. Revisão editorial registada: .
Um tijolo ajuda a datar a água
Em al-Hatiya foi analisada matéria orgânica incluída no revestimento de adobe de um poço de foggara. A datação publicada fornece um intervalo de 391–206 a. C. para esse material. É um exemplo de como uma galeria difícil de datar pode ser ligada a uma amostra concreta da sua construção. A relação entre tijolo, poço e canal importa: permite transformar um alinhamento visível na paisagem em evidência cronológica. O resultado situa esse elemento do sistema, sem obrigar a que todas as galerias próximas tenham a mesma data.
Localização e território
ESCOPO REGIONAL
Garama/Jarma · FezãMarcador do núcleo urbano e do corredor de oásis, não de uma fronteira imperial.Fontes e referências
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