08 · Iconografia · Mundo fértil e predador
O Obelisco Tello Dois seres entrelaçados numa coluna de plantas e animais
Uma única pedra reúne corpos que parecem humanos, caimões, felinos, aves e culturas agrícolas.
NESTA FICHA
História e contexto Evidências e dados Peças ligadas através do tempo Leitura aprofundada Localização e território Onde se conserva Fontes e referências Comentários Documentação do museu · leitura pública e gratuita, sem registo.
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RECONSTITUIÇÃO VISUAL DECLARADA · RECURSO EDITORIAL EXISTENTE · TRACEKEEPERS Reconstrução gerada · Hipótese visual declarada
Reconstituição visual declarada para contextualização museográfica; não é uma fotografia do original nem prova documental.
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Reconstituição visual declarada para contextualização museográfica; não é uma fotografia do original nem prova documental.
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Fotografia documental publicada no Wikimedia Commons. Mantém-se a distinção face à reconstituição principal. Adaptação para a web: ajuste de tamanho e formato, sem reconstruir partes nem alterar o conteúdo da fotografia.
O museu conserva o Obelisco Tello original; fotografia da expedição WikiAcción Perú de fevereiro de 2024.
Renata Maria Cristina · Museu Nacional de Chavín, Áncash · CC BY-SA 4.0
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Fotografia documental publicada no Wikimedia Commons. Mantém-se a distinção face à reconstituição principal. Adaptação para a web: ajuste de tamanho e formato, sem reconstruir partes nem alterar o conteúdo da fotografia.
Outra face do mesmo Obelisco Tello fotografado no Museu Nacional de Chavín.
Renata Maria Cristina · Museu Nacional de Chavín, Áncash · CC BY-SA 4.0
História e contexto As quatro faces do Obelisco Tello estão cobertas por dois grandes seres cujos corpos se entrelaçam com plantas, frutos, presas, garras e cabeças secundárias. A escultura obriga a caminhar à sua volta e a reconstruir mentalmente uma composição que nunca se vê completa de frente.
Foram propostos pares de caimões, divindades da fertilidade ou princípios complementares. Todas as interpretações reconhecem a densidade de referências ecológicas; nenhuma pode substituir um texto perdido nem transformar cada forma ambígua numa espécie zoológica segura.
As quatro faces obrigam a caminhar à volta do obelisco para ligar dois corpos a frutos, plantas, garras e cabeças secundárias. Nenhum ponto de vista oferece a composição completa de uma só vez.
Caimões, casal fértil ou princípios complementares são hipóteses que reconhecem a sua densidade ecológica. Sexo, espécie e narrativa não podem ser fixados como se cada linha fosse uma ilustração zoológica.
O que sabemos e o que interpretamos Facto documentado: o Obelisco Tello é uma escultura lítica chavín de quatro faces com duas figuras complexas e motivos vegetais e animais; hoje conserva-se no Museu Nacional de Chavín. Interpretação e cautela: o sexo, a espécie, o nome e a narrativa do par variam entre especialistas.
Dados de catálogo
Data narrativa c. 800–500 a.C.
Local Chavín de Huántar; hoje Museu Nacional de Chavín, Peru
Material Granito esculpido em baixo-relevo
Contexto Classificação do mundo, complementaridade e imagem envolvente
Leitura curatorial O facto documentado e a sua interpretação aparecem separados no bloco de evidência.
Data c. 800–500 a.C.
Local Chavín de Huántar; hoje Museu Nacional de Chavín, Peru
Suporte Granito esculpido em baixo-relevo
Cobertura documental 4 fontes de museu, património, corpus primário ou investigação para esta paragem. Granito4 Escultura54 Representaciones animales49 Grabado27
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Escultura Homem-leão · ≈40.000 anos · Aurignacense · Pré-históriaLespugue · ≈28.000 anos · Pré-históriaBisonte de Zaraysk · ≈23.000–21.000 anos · Pré-históriaÍdolo de Shigir · Cerca de 10.000 a.C. · aproximação; datação discutida · Pré-históriaMáscara de Warka · Final do IV milénio a. C. · SumériaFaca de Gebel el-Arak · 3600–3200 a.C. · Naqada II C–D · EgitoVaso de Uruk · c. 3300–3000 a. C. · SumériaPaleta de Narmer · c. 3100 a.C. · EgitoAntes de Yayoi · Jōmon médio, c. 3000 a.C. · YayoiRelevo de Ur-Nanshe · Meados do III milénio a. C. · reinado de Ur-Nanshe · SumériaA cabra de PG 1237 · c. 2600–2400 a. C. · SumériaEstela dos Abutres · Cerca de 2450–2425 a. C. · SumériaCabeça de soberano acádio · Período acádio · século XXIII a. C. · SumériaEstátua de Bassetki · Período acádio · século XXIII a. C. · SumériaEstela de Naram-Sin · Reinado de Naram-Sin, 2254–2218 a. C. · SumériaAntes das Culturas Pré-Incas · Tradição Kotosh-Mito, c. 2200–1500 a.C.; o recinto costuma ser situado por volta de 1800 a.C. · Culturas pré-incasRainha da Noite · Séculos XIX–XVIII a. C. · SumériaSalto do touro · c. 1600–1450 a. C. · GregosRostos de madeira · cerca de 1600–1000 a. C., em várias fases · MaiasCabeça 2 · cerca de 1200–900 a. C. · MaiasA voz de Ahiram · c. séculos XI–X a.C. · FeníciaAntes dos Citas e Sacas · Bronze Final–Ferro inicial, c. 1200–600 a.C. · Citas e sacasObelisco Negro · 825 a. C. · SumériaMarfim em Nimrud · Séculos IX–VIII a.C. · FeníciaLas Limas · cerca de 1000–600 a. C. · MaiasAstarte de El Carambolo · Século VIII a.C. · FeníciaAstarte de El Carambolo · Século VIII a.C. · IberosLamassu de Khorsabad · Reinado de Sargão II · 721–705 a. C. · SumériaO Lanzón · c. 900–500 a.C. · Culturas pré-incasEstela de Assaradão · Século VII a. C. · campanha de 671 a. C. · SumériaO chamado «Sacerdote de Cádis» · Século VII a.C. · FeníciaO chamado «Sacerdote de Cádis» · Século VII a.C. · IberosO Obelisco Tello · c. 800–500 a.C. · Culturas pré-incas — Estás a verCaçada de Assurbanípal · 645–635 a. C. · SumériaCabeças no muro · c. 800–300 a.C. · Culturas pré-incasDuas vozes numa urna · 530–520 a. C. · Etruscos e RomaO deus sobre o telhado · Cerca de 510–500 a. C. · Etruscos e RomaGuardas de tijolo vidrado · 522–486 a.C. · PérsiaVinte e três delegações · Séculos VI–V a.C., sobretudo sob Dario e Xerxes · PérsiaSarcófago de Eshmunazar · primeiro quartel do século V a.C. · FeníciaA estátua era a urna · Primeira metade do século IV a. C. · IberosA Estela Raimondi · c. 400–200 a.C. segundo o MNAAHP · Culturas pré-incasBica de Torreáguila · 101–125 d. C. · Etruscos e RomaA data de 292 · 292 d. C. · MaiasBoneca articulada de Tarragona · Final do século III–IV d. C. · Etruscos e RomaSete cabeças · c. 500–700 d. C. · Mundos de línguas bantasFigura sentada · século XIII, datação atribuída pelo museu · Mundos mandéRinoceronte de ouro · c. 1220–1290; encontrado em 1933 · Mundos de línguas bantasAves do Zimbabwe · período principal do Grande Zimbabwe, c. séculos XII–XV · Mundos de línguas bantasCrucifixo kongo · séculos XVI–XVII · Mundos de línguas bantasNdop kuba · c. 1760 · Mundos de línguas bantasSem data comparável (fora da ordem cronológica):
Antes da Pérsia · Núcleo central c. século XVII a.C.; acrescentos neoelamitas entre os séculos IX e VI a.C. · PérsiaLarário de Vilauba · Época romana · Etruscos e RomaO Cavaleiro Trácio · Época romana · difusão especialmente nos séculos II–III d.C. · TráciosRepresentaciones animales Homem-leão · ≈40.000 anos · Aurignacense · Pré-históriaAntes dos San · ≈25.500–23.500 a.C. · SanAntes do nome San · ≈25.500–23.500 a.C. · SanAltamira · Conjunto ≈36.000–13.000 BP · bisontes ≈18.400–15.300 cal BP · Pré-históriaLascaux · ≈23.500–21.000 cal BP · estimativa contextual debatida · Pré-históriaBisonte de Zaraysk · ≈23.000–21.000 anos · Pré-históriaDisco do Mas-d’Azil · ≈18.000–16.000 anos · Pré-históriaLâmpada de La Mouthe · ≈20.500–13.000 anos · enquadramento magdalenense · Pré-históriaPedra gravada de Çakmaktepe · PPNA · proposta para o sítio: ≈9600–8800 a. C., provisória · Pré-históriaCueva de las Manos · Sequência ≈9300–1300 BP · Pré-históriaSelo cilíndrico · c. 3500–3100 a.C. · SumériaLira da Rainha · cerca de 2600–2500 a. C. · SumériaA cabra de PG 1237 · c. 2600–2400 a. C. · SumériaSelos do Indo · c. 2600–1900 a.C. · IndoRainha da Noite · Séculos XIX–XVIII a. C. · SumériaSalto do touro · c. 1600–1450 a. C. · GregosVaso do veado · Séculos XIV–XIII a.C. · HititasAntes dos Citas e Sacas · Bronze Final–Ferro inicial, c. 1200–600 a.C. · Citas e sacasMarfim em Nimrud · Séculos IX–VIII a.C. · FeníciaLamassu de Khorsabad · Reinado de Sargão II · 721–705 a. C. · SumériaO Obelisco Tello · c. 800–500 a.C. · Culturas pré-incas — Estás a verCaçada de Assurbanípal · 645–635 a. C. · SumériaBanquete sob leopardos · Cerca de 480–470 a. C. · Etruscos e RomaO tapete de nós mais antigo · Séculos V–IV a.C. · Citas e sacasA ânfora de prata de Chertomlyk · Século IV a.C. · GregosTot em forma de babuíno · 664–30 a.C. · EgitoRíton de Poroina Mare · Segunda metade do século IV a.C. · TráciosBorovo · Século IV a.C.; 350–300 a.C. no catálogo ISAW. · TráciosPrato de peixes de Leipzig · Último terço do século IV–início do III a. C. · GregosPomba de El Amarejo · Século III a.C. · IberosPeitoral de Chão de Lamas · Séculos III–II a. C. · ocultação nos inícios do I a. C. · IberosFíbula de Lancia · ≈300–100 a. C. · IberosFíbula de cavalo · Século II a. C. · cronologia discutida · IberosO caldeirão desmontado · Séculos II–I a.C. · CeltasKalathos de Alcorisa · Séculos II–I a.C. · IberosLucerna egípcia com peixe conservada em Laon · Séculos III–IV d. C. · EgitoLucerna com peixe de Laon · Séculos III–IV d. C. · Etruscos e RomaRinoceronte de ouro · c. 1220–1290; encontrado em 1933 · Mundos de línguas bantasAves do Zimbabwe · período principal do Grande Zimbabwe, c. séculos XII–XV · Mundos de línguas bantasSem data comparável (fora da ordem cronológica):
Grabado Ocre gravado de Blombos · ≈77.000–75.000 anos · Pré-históriaAltamira · Conjunto ≈36.000–13.000 BP · bisontes ≈18.400–15.300 cal BP · Pré-históriaLascaux · ≈23.500–21.000 cal BP · estimativa contextual debatida · Pré-históriaDisco do Mas-d’Azil · ≈18.000–16.000 anos · Pré-históriaLâmpada de La Mouthe · ≈20.500–13.000 anos · enquadramento magdalenense · Pré-históriaPedra gravada de Çakmaktepe · PPNA · proposta para o sítio: ≈9600–8800 a. C., provisória · Pré-históriaVaso geminado da Cova de l’Or · Neolítico antigo · VI–V milénios a. C. · Pré-históriaAntes da Núbia · V–IV milénio a. C. · NúbiaAntes de Gojoseon · Neolítico Médio, c. 4000 a.C. · GojoseonSelo cilíndrico · c. 3500–3100 a.C. · SumériaÍdolo-placa de Guadancil · 3750–2500 cal a. C. · IberosBáculo de Anta 4 · Final do IV–primeira metade do III milénio a.C. · Pré-históriaLinear A · c. 1700–1500 a. C. · GregosO bloco de Cascajal · Proposto cerca de 1000–900 a. C. · MaiasLas Limas · cerca de 1000–600 a. C. · MaiasJade do Motagua · cerca de 900–600 a. C. · MaiasO Obelisco Tello · c. 800–500 a.C. · Culturas pré-incas — Estás a verVinte e seis sinais sem voz · Séculos V–IV a.C. · Citas e sacasA Estela Raimondi · c. 400–200 a.C. segundo o MNAAHP · Culturas pré-incasPomba de El Amarejo · Século III a.C. · IberosRecipiente Urewe · intervalo regional c. 800 a. C.–650 d. C. · Mundos de línguas bantasLukasa · séculos XIX–XX · Mundos de línguas bantasSem data comparável (fora da ordem cronológica):
Um olhar mais próximo Leitura de cerca de 1 min · Seções: 1. Leitura aprofundada e fontes · acesso gratuito. Revisão editorial registada: 5 de setembro de 2026 .
Os riscos de reparar uma escultura antiga Um estudo publicado no Microchemical Journal em 2018 examinou o cimento usado numa intervenção no Obelisco Tello realizada em 2010. Esse material tinha desenvolvido fissuras e perdas, comprometendo a consolidação. Os investigadores combinaram análises de raios X e espectroscopia Raman e distinguiram três camadas de cimento; relacionaram sulfatos e processos de deterioração com a instabilidade observada. A investigação não interpreta os seres esculpidos: estuda um episódio moderno que afeta a sua conservação. Observar a peça exige reconhecer ambas as histórias, a do trabalho escultórico antigo e a dos materiais acrescentados para o sustentar ou reparar.
Localização e território Mapa físico real do mundo com rotas da evolução humana Costa mundial contemporânea proveniente de Natural Earth, em projeção equiretangular. As pegadas sobrepostas permitem navegar por cada marco. Base cartográfica: Natural Earth 1:110m · domínio público · costa contemporânea de referência SÍTIO ARQUEOLÓGICO LOCALIZADO
Chavín de Huántar · Peru Marcador do centro cerimonial. Onde se conserva Peça ou conjunto da ficha · Coleção documentada
A instituição inclui o Obelisco Tello entre as suas peças de destaque.
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